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21dez

Aqui vai uma previsão para 2013: o marketing de experiência vai ultrapassar o “marketing do fazer o bem” para se tornar a grande novidade. Toda esta conversa sobre como a construção de marca é uma missão nobre encobre o propósito básico do marketing e também cria uma desconexão com o CEO. Pessoas não familiares ao tema que comparecessem às conferências da Associação Nacional de Anunciantes americanos nos últimos anos pensariam ter entrado acidentalmente em uma reunião evangélica, tão intenso era o fervor em “servir” o consumidor.

O problema com marketing do fazer o bem é que não faz nada para ajudar a marca a se tornar mais autêntica e relevante – além de fazer os consumidores se sentirem acolhidos e confortáveis.

O marketing de experiência, por outro lado, está calcado em ampliar a conexão direta entre o consumidor e a marca.

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17nov

Os números do Projeto Inter-Meios gritam. Televisão beira os 65%.

Que país do futebol que nada. O preço do ingresso nos estádios se mantém praticamente estável, o que valoriza de verdade é a cota do patrocínio televisivo. Os grandes clubes conseguem sustentar seus craques graças aos direitos de transmissão, não aos torcedores nas arquibancadas. Nem mesmo a seleção canarinho segura mais a onda, longe de estar com aquela bola toda, segue perdendo de goleada para as equipes que fazem da TV brasileira uma das melhores do mundo.

O Brasil é o país que mais assiste TV no planeta por várias razões, mas principalmente porque nossa televisão é excelente, tanto na versão aberta quanto na paga.

Televisão no Brasil salva a pátria, tem protagonismo político. Aqui os partidos fazem coligações não por ideologia ou conteúdo programático, mas pra ganhar mais tempo na TV.

Somos campeões em internet? Claro que sim. Talvez por identificarmos na tela do computador uma outra forma de televisão, onde se pode escrever, trocar fotos, bater papo (muitíssimas vezes, aliás, comentando o que passa na TV), buscar informações e ver filmes ao mesmo tempo.

Campeões em smartphones? Somos também. Quem pode resistir a essas televisõezinhas de bolso?

Brasileiro gosta de assistir, participar, zoar. Somos capazes de trazer o enrêdo de uma novela para o dia-a-dia, e brincar com isso, compartilhando imagens de Carminha com Max no Facebook pra ver se elas chegam ao conhecimento do Tufão. Somos divertidos, extrovertidos, irreverentes, contagiantes, exibidos e, antes de tudo, gregários. O povo mais comunicativo que existe, que tem no gosto pelo coletivo sua maior singularidade. Um povo que se fantasia do Carnaval à Corrida de São Silvestre, e que se comporta habitualmente como os vídeos do Youtube: caprichando em suas manifestações, pra ver se elas bombam e chegam à glória de aparecer na TV.

Adilson Xavier para o Meio & Mensagem 

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